Mostrando postagens com marcador Reflexão. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Reflexão. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 9 de junho de 2009

Um Cristão Pode Participar das Chamadas Festas Juninas?

Cabe a você cristão, após ler sobre o significado das chamadas “Festas Juninas” decidir se tais festas são ou não agradáveis aos olhos do Deus Eterno e se são um bom ambiente para você e sua família frequentarem. Cabe a você e somente a você a decisão. Escolher ficar ao lado de Deus ou participar de festividades pagãs que desagradam ao Altíssimo.

O mês de junho, época de Solstício de Verão na Europa, ensejou inúmeros rituais de invocação de fertilidade, necessários para garantir o crescimento da vegetação, fartura na colheita e clamar por mais chuvas. Estes rituais, eram expressões que foram praticadas pelas mais diferentes culturas, em todos os tempos e em todas as partes do planeta.

O espetáculo das grandes mudanças que nos oferece a natureza sobre a face da terra, sempre impressionou o homem e levou-o a meditar sobre suas causas, efeitos e transformações. Em certo estágio de desenvolvimento, acreditou ele, estar em suas mãos os meios de evitar uma calamidade em potencial e que podia interferir, apressando ou retardando a marcha das estações pela arte da magia. Com este pensamento fixo, passou a realizar rituais e a proferir palavras mágicas para o sol brilhar, os animais se multiplicarem e a vegetação ou colheita desenvolver-se.

No decurso de mais algum tempo, porém, acabou por convencer-se que o crescimento e a decadência da vegetação e as alterações das estações, assim como a vida e a morte de qualquer criatura viva, dependiam da força e da vontade de seres divinos. Sendo assim, a velha teoria mágica das estações, foi complementada com uma teoria religiosa. Mas, mesmo associando estas transformações às suas divindades, achou que através de certos ritos mágicos, poderia dar uma ajuda ao seu deus, que era o princípio da vida na luta contra o princípio contrário, a morte.

As cerimônias que realizava para alcançar este objetivo, não passavam de representações dramáticas dos processos naturais que desejava favorecer.

Não obstante, os dois lados da vida, o vegetal e o animal, não estavam dissociados na mente daqueles que realizavam estes cerimoniais. Em verdade, eles acreditavam que existiam profundos laços que uniam o mundo vegetal ao animal e em funções disso, combinavam a representação dramática do renascimento das plantas a união dos sexos, objetivando estimular ao mesmo tempo e com um único ato, a multiplicação dos frutos, dos animais e dos homens. Para eles, o princípio da vida e da fertilidade, fosse animal ou vegetal era uno e indivisível. Alimento e filhos, era o que os homens procuravam obter com a realização de ritos mágicos para regular as estações. Estes rituais de fertilidade, perduraram através dos tempos e na “Era Cristã” não houve como apagá-los. E, a Igreja Católica, adaptou-os as comemorações do dia de São João, que teria nascido em 24 de junho, dia do solstício.

Nos conta Frazer, em seu livro “O Ramo de Ouro”, do início do século XX, que na Sardenha, os jardins de Adônis ainda são plantados na festa de Solstício de Verão, que lá tem o nome de festa de São João. Era costume, também, em 1 de abril um rapaz da aldeia se apresentar diante de uma moça e pedir-lhe para ser sua “camare” (namorada) e se oferecer para ser seu “compare”. O convite era considerado como uma honra pela família da moça e aceito com satisfação. No final de maio, a jovem faz um vaso com casca de um sobreiro, enche-o de terra e nele semeia um punhado de trigo e cevada. Colocado ao sol e regado na devida freqüência, os grãos brotam rapidamente e, na véspera do solstício (23, junho, véspera de São João), já estaria bem desenvolvido. O vaso é então chamado de “erme” ou “nenneri”. No dia de São João, o rapaz e a moça, acompanhados por uma comitiva e precedidos por crianças, vão em procissão até a igreja. Ali quebram o vaso e lançando-o contra a porta do templo. Sentam-se em seguida em círculo na relva e comem ovos e verduras ao som da música de flautas. Em seguida dão-se as mãos e canta, “Namorados de São João ( Compare e comare di San Giovanni) várias vezes, enquanto as flautas tocam durante todo este ínterim. Quando se cansam de cantar, levantam-se e dançam alegremente em círculo até a madrugada.

Outro aspecto importante da festa do Solstício de Verão ligado ao nome de São João é a tradição de banhar-se no mar, nas nascentes, nos rios ou no sereno, na noite da véspera do dia da festa do Solstício. Em Nápoles, há uma igreja dedicada a São João Batista com nome de São João do Mar (San Giovan a mare). Este hábito é bastante antigo e, homens e mulheres acreditavam que no ato de banhar-se ficariam livres de todos os pecados. Nos Abruzos, ainda se acredita que água possua qualidades benéficas na noite de São João. Em Marsala, na Sicília, há uma nascente em uma gruta subterrânea, chamada Gritto della Sibila. Ao seu lado, há uma igreja de São João. Na véspera de São João, dia 23 de junho, mulheres e moças visitam a gruta e, ao beber da água profética, acreditam que ficam sabendo se seus maridos são fiéis ou se casarão no próximo ano. Também os enfermos, acreditam que banhando-se nestas águas, ficarão curados de seus males.

O alcance destas crenças eram tão grandes, que a Igreja, acabou por achar melhor seguir uma política de acomodação, dando a estes ritos um nome cristão. E, ao procurar um santo para suplantar o patrono pagão de tais banhos, dificilmente poderiam ter encontrado um sucessor mais adequado do que São João Batista.

Atualmente, os rituais de fertilidade estão representados no casamento caipira e, as antigas oferendas, deram lugar às simpatias, adivinhações e pedidos de graças aos santos. O santo mais requisitado é o Santo Antonio, conhecido como casamenteiro, que segundo reza uma lenda, levou três irmãs solteiras ao altar.

O FOGO DA VIDA E DA PURIFICAÇÃO…

Também perduraram, desde os tempos imemoriais, os costumes de acender fogueiras e tochas, que livravam as plantas e colheitas dos espíritos maus que poderiam impedir a fertilidade.

A festa de São João está também, diretamente relacionada com o elemento “fogo”. Analisando mais a fundo o simbolismo deste elemento, chegaremos a seus vários aspectos.

O fogo segundo a crença é criação, nascimento, luz original, alegria e elemento que foi divinizado pelo homem. Este, submerso nos mistérios da noite, alegra-se quando seus olhos se abrem para a luz do dia, iluminados pelos raios benéficos do Sol. Mas o fogo também é destruidor, já que tudo queima e incinera. Esta ambivalência foi rapidamente observada pelos nossos antepassados que fizeram do fogo uma representação do bem e do mal. O fogo portanto, era considerado então princípio de vida, revelação, iluminação, purificação, mas também paixão e destruição. Dá a vida, mas volta a tirá-la e transforma-a em cinza.

As fogueiras de São João, que queimam atualmente, na noite de 23 de junho (véspera da festa de São João), eram no começo, fogos de fertilização e purificação que se acendiam no dia do Solstício de Verão, na Europa (21 de junho), justamente antes das colheitas, em honra aos deuses para agradecer as suas bondades, ou imediatamente depois, para purificar a terra.

As festividades de São João, portanto, celebram a vida, o Sol, o fogo transformador que consome o velho para criar algo novo.

TRADIÇÃO QUE CONQUISTOU OS ÍNDIOS…

Quando os portugueses chegaram com seus jesuítas ao Brasil, em torno 1500, trouxeram em sua bagagem todas as suas crenças e costumes. Alguns cronistas contam que os jesuítas foram os primeiros a acender fogueiras e tochas para comemorar a festa de São João.

Ela foi muito bem aceita pelo nosso indígena, pois se identificava com suas danças sagradas realizadas também, em torno do fogo.

Os jesuítas, muito astutos, se utilizaram do interesse do índio pelas festas religiosas para atraí-los e estabelecerem contatos com objetivos de catequese.

COQUETEL DE CULTURAS

As festas juninas somam hoje, contribuições culturais de vários povos que aqui se estabeleceram como o passar do tempo. E, pode-se dizer, por que não, que este verdadeiro “coquetel de culturas” foi um arranjo que mobiliza romaria de turistas para apreciarem suas alegres e descontraídas festas.

Desde do século XIII, a festa de São João portuguesa chama-se “joanina” e incluía os santos: Santo Antônio ( 13 de junho), São João (24 de junho) e São Pedro (29 de junho).

Já a quadrilha, tão apreciada e cantada nestas festas é uma dança francesa que tem suas raízes nas contra-danças inglesas (contry dance= dança rural) e surgiu no final do século XVIII. Esta dança desembarcou no Brasil com a família real portuguesa em 1808. Só a alta sociedade da época, divertia-se em suas recepções ao som da quadrilha.

Com o tempo, este modismo importado da França, caiu nas graças do povo, passando então, a integrar o repertório de cantores e compositores. Foi assim, que a quadrilha deixou os salões aristocráticos para entrar nas festas populares. Surgiram então, as variantes no interior do país, como a quadrilha caipira. A quadrilha ainda hoje, é dançada no interior para homenagear os santos juninos e agradecer as boas colheitas da roça. O instrumento tradicional das quadrilhas é a sanfona.

Mas, a pitada que dá o toque especial a este “coquetel de cultura” é a culinária indígena, com suas comidas à base do milho como: espigas de minho, pamonha, canjica, bolo de fubá, etc.

Portanto, unindo música, teatro e boa comida, as festas juninas expressam um imaginário rico em passagens da vida cotidiana de um povo simples.

Além disso, estas festividades tiveram um papel essencial na integração entre índios e portugueses e, mais tarde, com os negros e outros grupos étnicos, estabelecendo o que podemos chamar de união de laços culturais. Inseridas dentro de um contexto religioso, estas festas foram portanto, muito importantes nas relações entre diferentes povos que colonizaram o Brasil. Esta polifonia cultural está arraigada até hoje.

CASAMENTO CAIPIRA

A cerimônia de casamento caipira é uma manifestação realizada durante os festejos juninos, principalmente nos dias dedicados a São Pedro.

Dependendo da região e estado do Brasil o Casamento Caipira é conhecido também por outros nomes como Casamento Matuto e Casamento na Roça.

O Casamento Caipira é uma paródia às cerimônias tradicionais. O cerimonial é precedido de um grande cortejo pelas ruas da cidade, onde os principais personagens da representação são: a noiva grávida, o noivo, o delegado, o padre, os pais dos noivos, padrinhos, etc. O enlace caricaturado se desenvolve em meio à fugas do noivo, as indecisões da noiva e ameaças por parte dos pais, vigário e o delegado. Os textos apresentam uma linguagem libidinosa e os sermões contém forte conotações crítico-sociais. Após a celebração do casamento, inicia-se a quadrilha.

AS FOGUEIRAS

As fogueiras juninas merecem uma consideração à parte. A de Santo Antonio é quadrada. A de São João, redonda. A de São Pedro, triangular.

O festeiro escolhido para comandar os festejos de qualquer um dos santos de junho deve escolher um bom Capitão de Mastro e um bom Alferes de bandeira, os quais organizarão a fogueira, tratarão da implantação do mastro para a bandeira e mandarão confeccionar (onde ainda não existir) a própria bandeira.

É adequado, também, fincar-se um pau-de-sebo no local da festa, para diversão dos jovens. A fogueira centraliza a festa.

A LAVAGEM DO SANTO

Na festa de São João, em alguns locais se costuma realizar a “lavagem” ou o “batismo” do santo. Este ritual deve ser realizado antes da meia-noite, quando todos os participantes formam uma procissão com andores onde estão dispostas as imagens de alguns santos e se dirigem às margens de um riacho, rio, lagoa ou córrego das proximidades. Entoam pelo caminho diversas cantorias como:

“Viva São João Batista

Vivia Batista João

Vivia São João Batista

Que foi batizado

No rio de Jordão.”

Chegando ao riacho, sempre com cantos e com velas acesas, cada devoto recebe nas mãos uma imagem de um santo e a mergulha brevemente nas águas, ou então apanha um pouco da água e a despeja sobre a imagem. Também neste momento, cada devoto faz o sinal da crua e às vezes com a própria representação do santo. Durante a lavagem é comum cantar:

“Lira, oi lira

Corrida do mar

Quem tem seus pagão

Pode vim batizar”.

A lavagem abençoa a imagem do santo e a água. É costume também, banhar os pés , rosto, mãos, e outras partes do corpo com o intuito e busca de proteção.

As festas juninas em centenas de cidades e principalmente no Nordeste, movimentam mais gente que o nosso famoso Carnaval. Os arraiais em municípios do interior são confraternizações pequenas, mas em outros já se transformaram em megaeventos que fazem moda, chegando a reunir até 1 milhão de turistas ao longo do mês. O circuito junino do Nordeste é hoje uma atração muito procurada e já atrai brasileiros de todas as outras regiões.

Caruaru, em Pernambuco e Campina Grande, na Paraíba, disputam o título da melhor festa do país. A primeira é conhecida como “capital do forró” e a outra como “o maior São João do mundo”. Na década de 80 surgiram em Caruaru as drilhas, quadrilhas que desfilavam atrás do trio elétrico ao som de um som modernizado.

Caruaru criou uma cidade cenográfica denominada Vila do Forró, uma réplica de cidade típica de sertão reproduzindo a arquitetura das casas, que são geralmente simples e coloridas, habitadas pela rainha do milho, pela rezadeira, pela rendeira, pela parteira. Lá estão também o correio, o posto bancário, a delegacia, igreja, restaurantes, teatros mamulengos. Atores encenam nas ruas o cotidiano dos habitantes da região. Uma das grandes atrações da festa é o desfile junino na véspera de São João, através do qual desfilam mais de vinte carros alegóricos, carroças ornamentadas, em cujo cortejo são apresentados Bacamarteiros, bandas de pífaro, quadrilhas, casamentos matutos, grupos folclóricos.

Já, Campina Grande, construiu o “Forródromo” que recebe todos os anos milhões de pessoas que se divertem, assistindo apresentações do forró pé de serra, quadrilhas, cantores, bandas, desfiles de jegues; participam de jogos e brincadeiras e deleitam-se com as comidas típicas vendidas nas barracas. As duas cidades disputam a popularidade da festa, realizada como um grande espetáculo que atualiza manifestações culturais, transformando as homenagens a São João num mês de contínua folia junina.

Na Amazônia cabocla, a tradição de homenagear os santos constitui um calendário que tem início em junho com Santo Antônio e termina em dezembro com São Benedito.São festas de arraial, onde estão presentes as fogueiras, o foguetório, o mastro, os banhos da meia-noite, muita comida e a folia, que representam sempre a festa realizada no décimo dia depois das novenas.

A noite de São João na cidade de Belém, como em toda a vasta terra paraense, é noite de feitiçaria indígena. Noite desejadas pelos namorados que esperam ler à sorte de ovo ou nos desenhos da faca que à meia noite foi espetada na bananeira, a sua predestinação, o nome do bem amado, os caminhos incertos do futuro, aquilo que mais se quer e nem sempre se alcança, muito embora a sorte o vaticine. São realizados também, os divertidos “banhos de cheiro” que, no dizer de Raimundo Morais “não somente dão sorte, alegria, prosperidade, como tiram o caipora, o azar, equivalendo a uma limpeza no físico e na alma do indivíduo”.

No Rio Grande de Sul, esta festividade folclórica possui características próprias. Observa-se um misto de culturas regionais, a caipira e a gaúcha, sob o ritmo do vanerão, muito embora esta mistura já esteja perdendo espaço.

No sul de Minas, já há uma preocupação em comemorar as festas juninas nos moldes simples do homem do campo. Ao contrário das grandes cidades, que vão deixando de lado o caráter folclórico destas festas, no interior a tradição ainda sobrevive. Durante o evento são servidas comidas típicas, pipoca quentinha à luz da fogueira e a famosa quadrilha e tanto cativa e alegra.

“AS SORTES”, VOCÊ QUER SABER A SUA?

Nas noites de 13, 24 e 29 ou na passagem do respectivo dia anterior para esses dias (o instante mágico é a meia-noite) se podem tirar “sortes” do santo, ligadas à amor, à profissão, a destino ou outros assuntos. Saiba agora algumas dessas sortes:

Sorte no Namoro

Planta-se um dente de alho com o nome da jovem ou do jovem de quem gosta, escrito num papel. Fica o dente do alho para cima, junto com o papel. No dia seguinte diz que já amanhece brotando o que vai dar casamento. Se não no dia seguinte, espera mais alguns dias.

Sorte do prato d’água

Escreva os nomes de seus pretendentes em pedaços de papel branco. Em seguida, pegue todos os papeizinhos e torça-os, bem torcidos. Disponha-os então em um prato cheio de água. No dia seguinte, o papel que amanhecer aberto é o que tem o nome daquele que pode acabar em casamento.

O QUE DIZ A BÍBLIA SAGRADA

Para muitos cristãos, pode parecer que a participação deles nessas festividades juninas não tenha nenhum mal, e que a Bíblia não se posiciona a respeito. O apóstolo Paulo, no entanto, declara em I Coríntios 10.11 que as coisas que nos foram escritas no passado nos foram escritas para advertência nossa. Vejamos o que ele disse: “Ora, tudo isto lhes sobreveio como figuras, e estão escritas para aviso nosso, para quem já são chegados os fins dos séculos”.

O que nos mostra a história do povo de Israel em sua caminhada do Egito para Canaã? Quando os israelitas acamparam junto ao Monte Sinai. Moisés subiu ao monte para receber a lei da parte de Deus. A demora de Moisés despertou no povo o desejo de promover uma festa a Deus. Arão foi consultado e, depois de concordar, ele próprio coletou os objetos de ouro e fabricou um bezerro com esse material, O texto bíblico diz o seguinte:

“Ele os tomou das suas mãos, e com um buril deu forma ao ouro, e dele fez um bezerro de fundição. Então eles disseram: São estes, ó Israel, os teus deuses, que te tiraram da terra do Egito. Arão, vendo isto, edificou um altar diante do bezerro e, apregoando, disse: Amanhã será festa ao Senhor” (Êx 32.4-5).

Qual foi o resultado dessa festa idólatra ao Senhor? Deus os puniu severamente: “Chegando ele ao arraial e vendo o bezerro e as danças. acendeu-se-lhe a ira, e arremessou das mãos as tábuas, e as quebrou ao pé do monte. Então tomou o bezerro que tinham feito, e o queimou no fogo, moendo-o até que se tomou em pó, e o espargiu sobre a água, e deu-o a beber aos filhos de Israel.

O teor religioso das festas juninas não passa de um ato idólatra quando se presta culto a Santo Antônio, São João e São Pedro.

Como crentes, devemos adorar somente a Deus: “Ao Senhor teu Deus adorarás, e só a ele servirás” (Mt 4.10). Assim, nossos lábios devem louvar tão-somente o Senhor Deus: “Portanto, ofereçamos sempre por meio dele a Deus sacrifício de louvor, que é o fruto dos lábios que confessam o seu nome” (Hb 13.15). O texto de Apocalipse 7.9 é um bom exemplo do que estamos falando: “Depois destas coisas olhei, e eis aqui uma multidão, a qual ninguém podia contar, de todas as nações, e tribos, e povos, e línguas, que estavam diante do trono, e perante o Cordeiro, trajando vestes brancas com palmas nas suas mãos. E clamavam com grande voz, dizendo: Salvação ao nosso Deus, que está assentado no trono, e ao Cordeiro”.

É possível imaginar um cristão cantando louvores a São João Batista? O cântico seria mais ou menos assim:

“Onde está o Batista?”.

Ele não está na igreja,

Anda de mastro em mastro,

A ver quem o festeja”.

Lembramos a atitude de Paulo e Barnabé diante de um ato de adoração que certos homens quiseram prestar a eles: “E as multidões, vendo o que Paulo fizera, levantaram a sua voz, dizendo em língua licaônica: Fizeram-se os deuses semelhantes aos homens, e desceram até nós. E chamavam Júpiter a Bamabé, e Mercúrio a Paulo; porque este era o que falava. E o sacerdote de Júpiter, cujo templo estava em frente da cidade, trazendo para a entrada da porta touros e grinaldas, queria com a multidão sacrificar-lhes. Porém, ouvindo isto os apóstolos Barnabé e Paulo, rasgaram as suas vestes, e saltaram para o meio da multidão, clamando, e dizendo: Senhores, por que fazeis essas coisas? Nós também somos homens como vós, Sujeitos às mesmas paixões, e vos anunciamos que vos convertais dessas vaidades ao Deus vivo, que fez o céu, a terra, o mar e tudo o que neles há” (At 14.11-15).

Os Santos não Podem Ajudar

Normalmente, as pessoas que participam das festas juninas querem tributar louvores a seus patronos como gratidão pelos benefícios recebidos. Admitem que foram atendidas por Santo Antônio, São João Batista e São Pedro. Crêem também que esses santos podem interceder por elas junto a Deus. Entretanto, os santos não podem fazer nada pelos vivos. Pedro e João, como servos de Deus obedientes que foram, estão dormindo aguardando a Segunda Vinda de Cristo e farão parte da ressurreição dos justos. Não estão ouvindo, de forma nenhuma, os pedidos das pessoas que os cultuam aqui na terra. O único intercessor eficaz junto a Deus é Jesus Cristo. Diz a Bíblia: “Porque há um só Deus, e um só Mediador entre Deus e os homens, Jesus Cristo homem” (um 2.5).

E mais:

“É Cristo quem morreu, ou antes quem ressuscitou dentre os monos, o qual está à direita de Deus, e também intercede por nós” (Rm 8.34).

“Meus filhinhos, estas coisas vos escrevo, para que não pequeis; e, se alguém pecar, ternos um Advogado para com o Pai, Jesus Cristo, o justo. E ele é a propiciação pelos nossos pecados, e não somente pelos nossos. mas também pelos de todo o mundo” (lJo 2.1-2).

Foi o próprio Senhor Jesus quem nos disse que deveríamos orar ao Pai em seu nome para que pudéssemos alcançar respostas aos nossos pedidos: “E tudo quanto pedirdes em meu nome eu o farei, para que o Pai seja glorificado no Filho. Se pedirdes alguma coisa em meu nome eu o farei”(Jo 14.13-14).

Quanto ao teor religioso das festas juninas, podemos declarar as palavras de Deus ditas por meio do profeta:

“Odeio, desprezo as vossas festas, e as vossas assembléias solenes não me exalarão bom cheiro” (Arn 5.21).

Como seguidores de Cristo, suplicamos, diante desta delicada exposição, que Deus nos conceda sabedoria para que consigamos proceder de uma maneira que o agrade em todas as circunstâncias.

Algo em Que se Pensar

O Brasil é um dos maiores paises agrícola do mundo. Até conhecemos aquela frase elogiando as terras brasileiras: nas quais, “… em se plantando tudo dá”. No entanto (pasmem), o governo está importando (isto é, comprando) de outros países arroz, feijão, trigo, café, cacau etc. Era para estarmos exportando, vendendo, aumentando o capital, e não comprando, pois temos terras de excelente qualidade. Um dos problemas da falta de produção agrícola é a desvalorização do “homem do campo”. Sabemos que existe um êxodo rural muito grande, 80% da população brasileira vive nas cidades e somente 20 % vivem no campo. Não estaria as festas juninas contribuindo para formar uma imagem negativa de nosso povo da zona rural? Não é exagerado o ponto de vista em que sugere que a imagem do homem do campo por vezes é humilhada nas festas juninas.

Veja: qual criança se espelharia no típico caipira das quadrilhas de festas juninas? Quais delas diria: “quando crescer quero ser um caipira, ou homem do campo, com as roupas remendadas”? As crianças querem ser médicos, professoras, atrizes, pois estes não são humilhados nas festas juninas. As Festas Juninas inconscientemente ou não, servem mais para humilhar as pessoas do campo do que para honrá-las como pretendem; o caipira, quando não é banguela, é desdentado, seu andar é torto, corcunda por causa da enxada, a botina é furada, suas roupas são rasgadas e remendadas, uma alusão ao espantalho, um pobre coitado! – pois talvez seja assim que os grandes latifundiários vêem o caipira, e essa visão é reproduzida por nossas crianças nas escolas. Poderia isto ser chamado de FOLCLORE e CULTURA?

A Bíblia diz categoricamente que “o que escarnece (humilha) do pobre insulta ao que o criou” (Pv. 17:5). Disso decorrem problemas urbanos graves como o favelamento e os menores abandonados, pois como os “caipiras” não conseguem sobreviver no campo, pensam que na cidade encontrarão trabalho. A esse processo dá-se o nome de “Êxodo Rural”. E o nosso país agrícola é desmatado, onde só se planta pasto para boi gordo, e expulsa o homem do campo.

Motivos para não Participar de Festas Juninas

Diante de tudo o que foi dito acima daremos uma recapitulação expondo o “porquê” de não participarmos de festas juninas. Vejamos então:

Plágio do Paganismo - Como vimos, as bases das festas juninas estão fincadas nas práticas das festividades pagãs, onde os pagãos na mesma data ofereciam seus louvores e suas festas em honra daqueles deuses. Eram as festas pelas colheitas. As festas juninas usurpou isto dos gentios, com apenas o detalhe de transvestir tais festas com roupagem cristã. No entanto, quando Deus introduziu o povo de Israel na terra prometida adverti-os severamente para que não usassem esse tipo de costume, diz Ele: “Quando entrares na terra que o Senhor teu Deus te dá, não aprenderás a fazer conforme as abominações daqueles povos.” [Deut. 18:9]. Independentemente das intenções, fossem elas boas ou não, o plágio fora terminantemente proibido por Deus.

Os Santos não Intercedem - É notório que estas festividades são para homenagear os três santos. Nestas datas as pessoas invocam sua proteção através de missas e fazem promessas e pedidos confiando em sua suposta intercessão. Não obstante, temos razões bíblicos em abundancia para rejeitarmos estas mediações que os devotos tanto acreditam. A Bíblia nos diz que existe um só mediador entre Deus e os homens: “Porque há um só Deus, e um só Mediador entre Deus e os homens, Cristo Jesus, homem,” [I Tm. 2:5]. Este verso exclui todos os demais mediadores forjados pela mente humana. Se temos que pedir alguma coisa a alguém, esse alguém tem de ser Jesus Cristo, veja o que Ele mesmo diz: “…e tudo quanto pedirdes em meu nome, eu o farei, para que o Pai seja glorificado no Filho.Se me pedirdes alguma coisa em meu nome, eu a farei.” [João 14:13,14]. Em toda a Bíblia não se encontra nenhum incentivo para fazermos nossos pedidos, promessas e votos a terceiros.

Os Santos não Escutam Orações - Um devoto junino acredita piamente que seus “santos” ouvem suas petições por ocasião destas festividades natalícias ou fora delas, mesmo sabendo que estas personagens já morreram há séculos! Mais uma vez a Bíblia rejeita este conceito por declarar a posição correta dos mortos em relação aos vivos: “Pois os vivos sabem que morrerão, mas os mortos não sabem coisa nenhuma, nem tampouco têm eles daí em diante recompensa; porque a sua memória ficou entregue ao esquecimento.
6 Tanto o seu amor como o seu ódio e a sua inveja já pereceram; nem têm eles daí em diante parte para sempre em coisa alguma do que se faz debaixo do sol.” [Eclesiastes 9:5,6].

Invocação de Espíritos dos Mortos - Como já vimos, há uma crença em que o espírito de São João possa ser despertado por ocasião da soltura de foguetes, afim de vir participar daquela festividade em sua homenagem. Folclore ou não, isto reflete de modo perfeito a crença da invocação dos santos e isto bate de frente com a advertencia bíblica a respeito da consulta aos mortos. Vejamos: “Quando vos disserem: Consultai os que têm espíritos familiares e os feiticeiros, que chilreiam e murmuram, respondei: Acaso não consultará um povo a seu Deus? acaso a favor dos vivos consultará os mortos?” [Isaías 8:19]. E mais: “Não se achará no meio de ti nem encantador, nem quem consulte um espírito adivinhador, nem mágico, nem quem consulte os mortos; pois todo aquele que faz estas coisas é abominável ao Senhor, e é por causa destas abominações que o Senhor teu Deus os lança fora de diante de ti.” [Deut. 18:9,-12]. No fundo a prática de invocar o espírito dos santos nada mais é do que uma prática espírita e como tal, é reprovada por Deus.

Outro Espírito Recebe em Lugar do Santo - Como ficou demonstrado biblicamente os espíritos dos santos não sabem de nada do que acontece em nosso mundo, portanto não podem interceder por ninguém. Para quem vai então às honras e os louvores destas festividades afinal? O apostolo Paulo estava ensinando quase a mesma coisa aos cristãos de Corinto quando disse: “Antes digo que as coisas que eles sacrificam, sacrificam-nas a demônios, e não a Deus. E não quero que sejais participantes com os demônios.” Um pouco antes, ele acabara de dizer que o ídolo nada é ( 8:4 ), ou seja, quando os gentios sacrificavam suas oferendas e suas festividades a tais deuses, eles na verdade estavam sacrificando aos demônios (que eram os únicos a receberem tais oferendas), pois o ídolo nada é. Não estaria acontecendo algo similar nas festas juninas? Quando um devoto oferece sua colheita, suas oferendas e festividades a tais santos que segundo a Bíblia, não pode interceder e saber o que está acontecendo, quem então as recebe? Ou então, quando o pedido é atendido, quem concede estas “graças” às pessoas nas festas juninas? De uma coisa temos certeza: dos santos é que não são!

Comidas e Imagens - Por último temos duas práticas rejeitadas pela Palavra de Deus. As comidas que são oferecidas nas festas juninas por vezes são benzidas e oferecidas ao santo que nada mais é do que um ídolo, pois a ele se fazem orações, carregam sua imagem em procissões, beijam-na, prostram-se diante dela etc. Como exemplo, temos o famoso pãozinho de Santo Antonio! Entretanto, a Bíblia diz: “Que vos abstenhais das coisas sacrificadas aos ídolos…não podeis participar da mesa do Senhor e da mesa de demônios.” [Atos 15:29 ; I Co. 10:21]. Quanto às imagens dedicadas aos santos, elas são proibidas pela Bíblia nos seguintes termos: “Não farás para ti imagem esculpida, nem figura alguma do que há em cima no céu, nem embaixo na terra, nem nas águas debaixo da terra; não te encurvarás diante delas, nem as servirás;” [Deut. 5:8,9]. Estes são resumidamente alguns poucos motivos, para todo cristão genuíno não participar de tais festividades.

Conclusão

Pare e pense: como vimos, todas as práticas encontradas nas festas juninas são rejeitadas pela Palavra de Deus. Será que Deus se agradaria de tais festividades, quando sabemos que elas desobedecem explicitamente o que Ele ordenou em sua santa Palavra? Será que estaríamos honrando a Deus com isso? Pense novamente: Se Deus rejeitou as festas de Israel que eram dedicadas somente a Ele [Amós 5:21-23] , mas que haviam sido mescladas com elementos dos cultos pagãos dos países vizinhos, não rejeitaria com mais veemência ainda as ditas festas “cristã” dedicada aos santos?

Fonte: Sétimo Dia

quinta-feira, 14 de maio de 2009

Evidências | Maquiagem, calça comprida e Músicas na Novo Tempo

“… Não concordo que a TV Novo Tempo faça uso de maquiagem e que as apresentadoras usem calça. Os louvores parecem Shows… E os cantores, a invés de cantarem para Deus, ganham dinheiro com isso… Como poderei ensinar minha filha a não ser vaidosa se a TV de nossa igreja está dando um péssimo exemplo? Desculpem-me se minhas palavras foram hostis, mas, é o que eu penso!…” M.J., por e-mail.


No Programa Na Mira da Verdade(13/05/2009) da TV Novo Tempo um telespectador perguntou o porquê de os apresentadores da Novo Tempo usarem “maquiagem”. Segue logo abaixo a resposta com base no questionamento de outra pessoa.


A Novo Tempo recebeu com respeito as suas observações.

Nossa equipe não considerou suas palavras hostis em momento algum! Bom seria se todos fizessem esse tipo de abordagem com a mesma educação que tem. Parabéns, amigo. Deu para perceber a sinceridade em suas linhas.

Permita-me fazer algumas observações para que continuemos juntos – você aí de sua igreja e nós daqui, do Canal da Esperança, levando as Três Mensagens Angélicas (Apocalipse 14:6-12) – como uma irmandade unida em pensamento e propósito (1 Coríntios 1:10): A consciência moral de cada um é muito importante para Deus e deve ser respeitada (mesmo que a pessoa escolha pelo errado. Cada um tem o livre-arbítrio, mas isso não indica que devemos avisar, como mensageiros, que frutos serão colhidos por cada decisão – Gálatas 6:7).

E, quando os princípios básicos da fé cristã e adventista não são feridos, outras coisas são de menos importância (veja: não deixam de ser importantes) porque Deus não fez o homem para estagnar culturalmente – e nem fez uma cultura só. Os anos passam, costumes mudam, mas para o cristão verdadeiro, “seca-se a erva e cai a sua flor; mas a Palavra do nosso Deus [os princípios dEle] permanece eternamente” Isaías 40:8.

O que precisamos aprender no decorrer da caminhada cristã é diferenciar um princípio de um costume. E, temos que ser sinceros: isso não é coisa simples, ainda mais se tivermos muito apegados a nossa visão de mundo. Por isso, é importante analisarmos o que os outros pensam para evitarmos os desentendimentos dentro da igreja. Estou me colocando no seu lugar para responder ao seu e-mail porque sei que essa diferença entre princípio e costume é tênue.

Isso só é possível pela graça de Deus, pois, como ser humano, não tenho essa capacidade. Mas, pela experiência sei que quando deixamos o Espírito Santo ajudar a nos colocamos no lugar do outro, amamos o nosso irmão independente dele pensar diferente de nós e passamos a ver que acima de qualquer costume cultural estão a imutável Lei de Deus (Êxodo 20) e o amor (1 Coríntios 13), de mãos dadas. Com isso já posso esclarecer uma de suas colocações: as coisas que lhe foram ensinadas ainda servem. A verdade não foi projetada e/ou adaptada ao século XXI. Foram adaptados os costumes na pós-modernidade e o Decálogo permaneceu inalterável. A forma como a Verdade está sendo apresentada é que precisa de mudanças porque uma mente pós-moderna não encontrará graça alguma em conceitos expressos numa abordagem da década de 50, por exemplo.

Não posso negar que em algumas igrejas os costumes do mundo estão entrando (ao invés de levarmos a igreja para o mundo). Esse é um problema sério que tem preocupado líderes de todas as grandes denominações religiosas. E, o maior desafio é atrair pessoas para cristo sem ferir os princípios (isso é inegociável) e ao mesmo tempo nos adaptarmos a padrões culturais que sejam puros (Filipenses 4:8).

Mas, no momento vou me ater ao comportamento da Rede de Comunicação da Igreja e não as nossas congregações locais. Vou lhe informar sobre algumas coisas como um cristão jornalista:

1) A Novo Tempo representa a igreja, mas, não é uma igreja. Isso não dá margem para qualquer funcionário deixar de lado a Palavra de Deus (o que seria um pecado). O que quero dizer é que uma rede de TV cristã que comunica Jesus não pode agir do mesmo modo com Adventistas e não-adventistas que entendem as coisas de forma muito diferentes;

2) Por não termos um público só Adventista (para ter uma idéia, cerca 70% do nosso público na rádio vem de outras igrejas!) precisamos adaptar nossa linguagem para que a mensagem de salvação possa ser compreendida por todos, tanto pela dona de casa como pelo que tem Ph.D;

3) Cremos que o costume de usar saias na igreja é totalmente válido, mas, no caso da TV, traz muito mais prejuízos (em certos casos não). Isso porque a câmera tem a tendência de pegar “os detalhes” e, se todas as nossas apresentadoras e entrevistadas se vestissem como se vestem na igreja, qualquer “cruzar de pernas” seria o suficiente para o telespectador ver a peça íntima da moça. Nesse caso, entendemos que se o uso da calça é um fator cultural (na escócia é natural o homem usar saia) e não fere os princípios imutáveis da Lei de Deus, é melhor a mulher usar a calça na televisão do que corrermos riscos de sermos acusados por estimular o adultério mental. Já vi querido irmão na grande feira evangélica em SP – a Expo Cristã – moças de outras igrejas usando saias imorais pior que qualquer calça. Creio que o problema não está no uso da calça na televisão, desde que ela esteja de acordo com os princípios de modéstia de 1 Timóteo 2:9, 10.

4) Quanto à maquiagem, a recomendação da Novo Tempo é para que não haja os exageros. Alguns podem, em alguns momentos, não seguir essa dica (consciente ou inconscientemente), pois erramos. Mas, nossa liderança está fazendo o máximo para cuidar também disso. Por que permitimos o uso da maquiagem? Outra questão técnica – e muito séria – está “em jogo”. Como as luzes do estúdio tendem a desfigurar o rosto da pessoa; e a câmera, a capacidade de destacar os defeitos, a imagem de quem está passando o evangelho fica pálida, feia, distorcida e, conseqüentemente, a mensagem ficará comprometida (já pensou o que seria para os telespectadores nos verem com o nosso rosto aparentando doença ou nos achar parecidos com “cadáveres”?). Recomendamos que os líderes da igreja e os pais apresentem a todas as nossas irmãs e filhas estas questões técnicas. Isso evitará mal-entendidos e também que as pessoas comparem a igreja com uma televisão, no que diz respeito a procedimentos técnicos.

5) Nunca foi propósito da Novo Tempo permitir que o “louvor se tornasse show”. Devido à liberdade artística que é dada aos cantores, pode mesmo haver erros, pois todos somos pecadores e precisamos da graça de Cristo (Romanos 3:23). Mas, fique tranqüilo irmão: nossa Direção e Comissão de Música estão adotando todos os procedimentos necessários para orientar ainda mais de perto nossos cantores para que o Senhor continue sendo honrado com as habilidades artísticas que Ele lhes deu;

6) Uma pessoa que tem um ministério musical também precisa do sustendo por parte da música, assim como eu na minha área e os pastores no sagrado chamado que receberam. Por isso, a Igreja mundial não vê como algo ilícito o ministério da música trazer benefícios financeiros, de acordo com o princípio do Senhor Jesus em Lucas 10:7: “Permanecei na mesma casa, comendo e bebendo do que eles tiverem; porque digno é o trabalhador [os músicos e cantores também trabalham, e muito] do seu salário…”

7) Sobre os diferentes estilos musicais, especialmente o “pop” que tem tido certo destaque em algumas de nossas músicas, tem sido uma questão muito discutível. Na América, as igrejas onde predominam os irmãos negros, eles sabem fazer uso de tal estilo musical (e acompanhado com palmas) com reverência. Já no Brasil, nem sempre ocorre o mesmo, pois nossa cultura é “bagunceira” por natureza. Por isso, esse aspecto precisa ser mais analisado, pois o que é bom numa cultura pode ser desastroso noutra. Provérbios 4:18 diz que “a vereda dos justos é como a luz da aurora, que vai brilhando mais e mais até ser dia perfeito.”Acreditamos que sendo a revelação progressiva, Deus nos mostrará as mudanças que precisam (ou não) serem feitas em algumas músicas nossas. Ore conosco para que alcancemos o ideal Divino, ok?

Temos muitos desafios e Deus tem nos ajudado sobremaneira. Nosso coração vibra todos os dias com osmilagres que Deus tem feito por meio dos veículos de comunicação da igreja.

Estaremos aqui a sua disposição sempre que quiser fazer suas observações e contamos com suas orações e qualquer outra forma de apoio para que possamos levar o evangelho eterno contextualizado em Apocalipse 14:6-12 a todos os lugares do mundo. Ore para continuarmos lutando contra o poder do mal porque Jesus em breve voltará (Mateus 24:42, 44). E, ao darmos as nossas mãos, apressaremos (2 Pedro 3:12) o momento tão sonhado por nós (Apocalipse 1:7; Filipenses 2:13).

Um forte abraço e que Deus o abençoe ricamente,
Fonte: Leandro Quadros Jornalista - consultor bíblico
www.novotempo.org.br/namiradaverdade

quarta-feira, 1 de abril de 2009

Devemos dizer sempre a verdade?

Primeiro de abril é conhecido como o dia da mentira. Mas será que a mentira tem o direito de ter um dia? Hê, hê!!! Claro que não, nem vamos discutir isso! É simplesmente um absurdo! Como pessoas de boa índole, valores e formação cristã, não podemos, em hipótese alguma, considerar isso como normal.

Apesar da inteligência e capacidade de raciocinar, os homens elegeram um dia à mentira. A mentira nem deveria existir, muito menos ter um dia. Isso é simplesmente uma vergonha! Nesse dia as pessoas mentem e acham isso normal.

Aproveitando essa data, gostaria de trazer uma pergunta para reflexão: Devemos dizer sempre a verdade, mesmo que ela nos cause prejuízo? Veja o vídeo abaixo que gravei para a Sexta Jovem e, se possível, deixe o seu comentário respondendo essa pergunta.

terça-feira, 31 de março de 2009

Prisão

Quem disse que no Brasil há liberdade religiosa? É sábado e estou preso, justamente por obedecer minha consciência religiosa. Há algumas horas me fizeram a pergunta: "Se você quiser, ainda há tempo para desistir." Não, eu não quis. Não iria violar minha crença quanto à guarda do sábado. Outros três amigos também deram a mesma resposta. Então, nos conduziram até esta sala. Tiraram nossos celulares e não permitiram que ficássemos nem com nossas Bíblias. Fomos trancafiados e só nos disseram uma palavra: "Aguardem."

Estou preso, embora já tenha ouvido que na Constituição Federal está escrito que ninguém é obrigado a fazer ou deixar de fazer qualquer coisa em virtude de sua crença religiosa. Mentira, pois, agora, tenho minha liberdade tolhida.

Quantas vezes tive que explicar os motivos da minha crença? Quantas vezes já precisei responder a questionamentos tolos como "E se você pedir para seu pastor?", "Mas isto não é coisa do Antigo Testamento?", "Mas isto não é querer ser diferente demais?"

Podiam entender que não sou eu quem está na contramão, mas o próprio mundo. Estou no caminho retilineamente traçado pela Bíblia. Jesus não autorizou qualquer mudança na Lei, foram os homens que mudaram o sábado para o domingo e são os homens que inventam uma série de argumentos tentando justificar essa mudança. Mas quem ousa entender isso? É mais fácil aceitar o que a maioria diz, não é?

Olho para os demais da sala, sentados em cadeiras, fazendo a única coisa que podem: esperar. Assim como eu, já devem ter explicado para várias pessoas a razão de sua fé. Para professores que insistem em fazer atividades aos sábados, ou para o diretor que queria obrigar o aluno a desfilar em comemoração ao 7 de Setembro que caíra no sétimo dia. Em entrevistas de emprego, para reitores de faculdades, seja onde for, sempre que explicamos, a reação é a mesma: torcem o nariz e nos tratam como se tivéssemos cérebro de ameba ou vivêssemos naquelas vilas de dois séculos atrás, usando barbas longas ou vestidos azulados que tapam do pescoço aos pés.

Liberdade religiosa. Balela. Somos constantemente violados em nossos direitos, precisando explicar, esclarecer algo que o homem natural parece não compreender, pois nossas razões - embora facilmente demonstradas por uma pessoa que acredita na Bíblia - são espirituais.

O sol está se pondo e uma das moças propõe orarmos. Fazemos uma oração, agradecendo por aquele dia de descanso, embora tenhamos passado toda a tarde enclausurados numa sala sem nenhum conforto. Pedimos, em especial, que Deus esteja conosco durante a difícil prova que seguirá nas próximas horas. Assim que terminamos a oração, a porta se abre.

Uma mulher sorridente, de jaleco branco e com um crachá escrito "Fiscal" acima de seu nome, diz:

- Já é noite. Agora vocês podem sair e fazer suas provas de vestibular.

Denis Cruz - Formado em Direito, atualmente trabalha como servidor público no Estado do Mato Grosso do Sul, onde reside na cidade de Mundo Novo. Escritor nos tempos vagos, tem se dedicado, ultimamente, à escrita de contos contendo valores cristãos e livros de mesmo cunho. Contato: deniscdacruz@hotmail.com

sexta-feira, 27 de março de 2009

10 hábitos que o ajudarão a viver até aos 100 anos

Você não precisa comer iogurte e viver no topo de uma montanha, mas precisa usar fio dental.

Por Déborah Kotz em 20 de Fevereiro/2009

O fator mais importante que determina quantos anos você viverá, não são seus genes, mas quão bem você vive. Não se convenceu? Um novo estudo publicado no Jornal Médico Britânico (British Medical Journal) com 20 mil britânicos idosos demonstra que você pode cortar seu risco de ataque cardíaco pela metade simplesmente fazendo 4 coisas: 30 minutos por dia de atividade física, comer 5 porções de frutas e vegetais diariamente, evitar o cigarro e excesso de álcool.

Embora esses são alguns passos óbvios que você pode tomar para viver bem, pesquisadores tem descoberto que os centenários tendem a compartilhar certas características: como eles se alimentam, fazem exercícios, lidam com o stress – coisas que podemos fazer para melhorar nosso processo de envelhecimento. É claro que conseguir viver até os 100 é um tempo consideravelmente maior do que viveram seus pais. Contudo, Thomas Perls, que estuda os que passaram dos 100 anos na Escola de Medicina na Universidade de Boston, acredita que, mesmo se você evitasse os genes de doenças fatais como de ‘Huntington’ (doença hereditária que se desenvolve na idade adulta e termina em demência), “não há nada que impeça você de viver bem até os 90 anos. Imagine que, se seus pais e avós fossem fumantes inveterados, eles poderiam ter morrido prematuramente sem alcançar o verdadeiro potencial do tempo de vida deles, portanto vá em frente e alcance aqueles 3 dígitos (100 anos). Siga esses 10 hábitos e confirme a “previsão do tempo de vida” de Perls.

1. Não se aposente. “Evidências provam que nas sociedades onde as pessoas param repentinamente de trabalhar, há uma explosão da incidência de obesidade e doenças crônicas depois da aposentadoria,” disse Luigi Ferrucci, diretor do Estudo Longitudinal Baltimore sobre Envelhecimento. A região de Chianti na Itália, com alta porcentagem de centenários, tem uma visão diferente do tempo de folga. Depois que se afastam de seus empregos, eles gastam a maior parte do dia trabalhando em seus sítios, cultivando uvas e vegetais. Eles nunca são realmente inativos. Cultivar não é prá você? Seja voluntário em Creches, Escolas, Asilos, ou junte-se a um grupo de voluntários e participe de projetos comunitários.

2. Use fio dental diariamente. Isso pode ajudar a manter suas artérias saudáveis. Um estudo da Universidade de Nova Iorque em 2008 mostrou que usar o fio dental diariamente reduziu na saliva a quantidade de bactérias causadoras de doenças. Essas bactérias entram na corrente sanguínea e começam uma inflamação nas artérias, maior fator de risco para doenças do coração. Outra pesquisa mostrou que, os que tem altas quantidades de bactérias em sua boca, tem mais probabilidade de entupir suas artérias, outro sinal de doenças cardíacas. “Eu realmente penso que as pessoas deveriam usar o fio dental duas vezes ao dia para conseguir os benefícios de maior expectativa de vida,” enfatiza Perls.

3. Mexa-se. “O exercício é a única fonte real da juventude que existe,” afirma Jay Olshansky, um professor de Medicina e pesquisador do envelhecimento na Universidade de Illinois-Chicago. “É como o óleo para o seu carro. Você não tem que usá-lo, mas seu carro definitivamente correrá melhor.” Grande quantidade de pesquisas tem documentado os benefícios do exercício para melhorar seu humor, acuidade mental, equilíbrio, massa muscular, e os ossos. “E os benefícios começam imediatamente após seu primeiro dia de atividade física,” acrescenta Olshansky. Não se preocupe se você não for um ‘rato’ de Academia. Aqueles que recebem os maiores benefícios são os que saem do comodismo e simplesmente caminham na vizinhança ou pela quadra, 30 minutos por dia. Fortalecer os músculos com treinamento de resistência também é ideal, mas exercícios leves e constantes podem dar a você efeitos similares de força e resistência mesmo sem fazer levantamento de peso.

4 – Coma cereais ricos em fibra no desjejum. Servir-se de grãos integrais, especialmente pela manhã, parece ajudar os de mais idade a manter estáveis os níveis de açúcar no sangue por todo o dia, conforme um recente estudo dirigido por Ferrucci. Diz ele que “aqueles que fazem isso tem uma baixa incidência de diabetes, um conhecido acelerador da velhice”.

5 – Feche os olhos durante 6 horas pelo menos. Em vez de dormir menos para ganhar mais horas de atividades por dia, durma mais para acrescentar anos à sua vida. “Dormir é uma das mais importantes funções que seu corpo usa para regular e curar as células,” afirma Ferrucci. “O mínimo de sono que os mais velhos necessitam para conseguir as fases REM curativas é aproximadamente de 6 horas.” Aqueles que alcançam a marca de um século de vida colocam o sono como prioridade máxima.

6 – Consuma alimentos integrais, não suplementos. Fortes evidências sugerem que as pessoas com altos níveis no sangue de certos nutrientes – selênio, beta-caroteno, vitaminas C e E – vivem mais e melhor e tem baixo índice de declínio cognitivo. Infelizmente não há evidência que tomar comprimidos com esses nutrientes provê os mesmos benefícios anti-idade. “Há mais de 200 carotenóides, e 200 flavonóides diferentes num único tomate,” destaca Ferrucci, “e essas substâncias químicas tem interações complexas que nutrem a saúde; além do Licopeno e a Vitamina C”. Evite alimentos brancos pobres em nutrientes (pães, farinha, arroz branco e açúcar) e aproveite-se de todas as frutas coloridas, vegetais, cereais e pães integrais, com todo seu “exército” de nutrientes escondidos neles.

7 – Seja menos neurótico. Pode funcionar para Woody Allen, que mistura suas preocupações com uma saudável dose de humor, mas o resto de nós neuróticos podemos querer encontrar uma nova maneira de lidar com o stress. “Temos um novo estudo que mostra que os centenários tendem a não internalizar coisas ou enfatizar seus problemas,” diz Perls. “Eles são fortes e flexíveis ao lidar com as adversidades.” Se essa característica inata é difícil de conquistar, encontre outros meios de lidar com o stress. Experimente essas dicas: faça exercícios, meditação, ou apenas respire fundo por alguns momentos. Roer as unhas, mascar chicletes em frente à TV, cair na bebida? Isso tudo é péssimo para a sua saúde.

8 – Viva como um Adventista do Sétimo Dia. Os americanos que definem a si mesmos como Adventistas do Sétimo Dia tem uma expectativa média de vida de 89 anos; uma década a mais do que a média nos Estados Unidos. Uma das doutrinas básicas dos Adventistas é que, é importante cuidar do nosso corpo porque pertence a Deus. Isso quer dizer não fumar, não usar bebidas alcoólicas, e não abusar dos doces. Os Adventistas típicos seguem uma dieta vegetariana baseada em frutas, legumes, feijões e nozes; e praticam bastante exercício. Eles também valorizam muito a família e a comunidade.

9 – Seja uma criatura de hábitos. Centenários tendem a viver em rotinas rígidas, diz Olshansky, comendo o mesmo tipo de dieta e fazendo as mesmas atividades por toda a vida. Dormir e despertar, nos mesmos horários cada dia é outro bom hábito que mantém seu corpo em constante equilíbrio; mas que pode ser facilmente rompido com o passar dos anos. “Sua fisiologia fica mais frágil quando envelhece,” explica Ferrucci, “e fica mais difícil seu corpo recuperar-se se você, perder algumas horas de sono numa noite ou beber muito álcool. Isso pode debilitar suas defesas imunológicas deixando-o mais susceptível a gripe e infecções bacterianas.

10 – Fique conectado. Manter contatos sociais regulares com amigos e familiares é a chave para evitar a depressão. Isto pode levar a morte prematura, fato que é mais comum entre viúvos e viúvas. Alguns psicólogos acreditam que um dos maiores benefícios que os de idade avançada obtêm do exercício são as fortes interações sociais desenvolvidas ao caminhar com um amigo ou participar de exercícios em grupo. Tendo uma conexão diária com um amigo íntimo ou um membro da família, há um benefício adicional, com alguém em quem se apoiar. “Eles avisarão se notarem que sua memória está falhando ou se você parece mais reservado,” diz Perls, “e poderão insistir com você para procurar um médico, mesmo antes de você reconhecer, que precise de um.”

Ministério Jovem União Este Brasileira - Tradução sumarizada por Udolcy Zukowski

US News.com

terça-feira, 17 de março de 2009

Dicas de Insucesso


1. Cuide de seu trabalho antes de tudo. As necessidades pessoais e familiares são secundárias.

2. Trabalhe aos sábados o dia inteiro e, se puder, também aos domingos.

3. Se não puder permanecer no escritório à noite, leve trabalho para casa e trabalhe até tarde.

4. Ao invés de dizer não, diga sempre sim a tudo que lhe solicitarem.

5. Procure fazer parte de todas as comissões, comitês, diretorias, conselhos e aceite todos os convites para conferências, seminários, encontros, reuniões, simpósios, etc.

6. Não se dê ao luxo de desjejum ou uma refeição tranquila. Pelo contrário, não perca tempo e aproveite o horário das refeições para fechar negócios ou fazer reuniões importantes.

7. Não perca tempo fazendo ginástica, nadando, jogando bola ou tênis. Afinal, tempo é dinheiro.

8. Nunca tire férias, você não precisa disso. Lembre-se que você é de ferro.

9. Centralize todo o trabalho em você, controle e examine tudo para ver se nada está errado. Delegar é pura bobagem; é tudo com você mesmo.

10. Se sentir que está perdendo o ritmo, o fôlego e pintar aquela dor de estômago, tome logo estimulantes, energéticos e antiácidos. Eles vão lhe deixar “tinindo”.

11. Se tiver dificuldades para dormir, não perca tempo: tome calmantes e sedativos de todos os tipos. Agem rápido e são baratos.

12. E por último, o mais importante: não se permita ter momentos de oração, meditação, audição de uma boa música e reflexão sobre sua vida. Isso é para crédulos e tolos sensíveis.

Repita para si: Eu não perco tempo com bobagens.

Fonte: Criacionismo

Seria errado bater palmas na igreja?

Para responder a esta pergunta precisaríamos conhecer todas as razões que levam as pessoas a bater palmas num culto de adoração. Isso é impossível, mas podemos destacar, de forma geral, pelo menos dois tipos de palmas que acontecem na igreja.

Primeiro vamos falar daquela palma que acompanha o ritmo da música. É claro que, como tudo na vida, este acompanhamento musical vindo da parte do adorador, pode ficar exageradamente extravagante e prejudicial. Mas por outro lado, o louvor quadrado, formal e frio, é tão extremadamente prejudicial. É muito importante que o adorador se envolva no louvor, com todo o ser, inclusive, com o corpo. Pois cremos que somos um ser indivisível, que é constituído física, mental e espiritualmente, certo? Então, o corpo faz parte do ser, certo? Se não o fizesse não poderíamos usar a boca pra louvar, porque ela faz parte do corpo. Então veja, que é necessário equilíbrio. E com equilíbrio, é obvio que o louvor acompanhado das palmas alcança muito melhor o seu objetivo de envolver a todos. Nesse equilíbrio, precisamos lembrar que o ritmo nunca deve ser mais enfatizado do que a letra e a mensagem da música. Onde a mensagem é valorizada, os crentes desejarão eliminar qualquer ruído que os impeça de se concentrar na Palavra de Deus. Nas Escrituras, até os elementos da Natureza são chamados a bater palmas (Isaías 55:12; Salmo 98:8 e 9). E a própria Bíblia nos recomenda a cantar a Deus com palmas: “Batam palmas, vocês, todos os povos; aclamem a Deus com cantos de alegria. Pois o SENHOR Altíssimo é temível, é o grande Rei sobre toda a terra!” - Salmo 47:1-2.

Agora, existem também aplausos, que se faz a alguém. Nesse caso, também há o risco de haver o desequilíbrio. E o desequilíbrio se dá no exagero, na falta de etiqueta, na descompostura e na exaltação do ser humano acima de Deus. Pode ser que um público bata palmas para um cantor, um pastor, ou qualquer outro ministro, simplesmente “dizendo”, com suas palmas, o seguinte: “Louvado seja Deus, irmão, pelo seu talento! Parabéns por deixar Deus usar a você. Estamos agradecidos por enlevar-nos com seu ministério. Continue se dedicando ao Senhor, que nós continuaremos a lhe apoiar”. Tal aplauso seria um tipo de um “grande ‘amém’”. Ou, pode ser que, enquanto estiverem batendo palmas para um ministro, os adoradores estejam idolatrando-o e esquecendo-se de Deus. Isso é muito subjetivo e difícil de julgar. Mas o povo precisa ser educado quanto a isto. O diálogo é sempre melhor do que a inibição. Dentro do equilíbrio, os aplausos de um público para uma pessoa também são bíblicos. II Reis 11:12 diz que as pessoas “aplaudiram” durante as cerimônias de coroação do rei Joás.

Existem aqueles que se escandalizam com as palmas rítmicas ou os aplausos dentro da igreja. Eles alegam: a)Que existem poucas passagens que falem sobre o “bater palmas”; b) Desordem no culto; c) Exaltação do ser humano acima de Deus, o que desonra o Senhor. Quanto ao primeiro item, os críticos precisam levar em consideração, que, embora haja poucas passagens que falem sobre bater palmas, não existe uma única passagem bíblica sequer que condene o ato de bater palmas. Isto deixa a crítica em pior situação do que a prática. Quanto aos dois últimos argumentos, podemos claramente perceber que eles se referem muito mais ao desequilíbrio do que a uma prática equilibrada e sadia. No entanto, embora devamos respeitar a esses críticos como pessoas, devemos dialogar e crescer no entendimento de um louvor mais amplo.

Assim como outros elementos de expressão, como a linguagem falada e a música, bater palmas é também uma questão cultural. A igreja deve usar as melhores formas de expressão existentes em sua cultura que levem a maioria a adorar. Se a maior parte dos membros louva, adora, reconhece e interage melhor com as palmas, que as palmas sejam usadas com equilíbrio, para a honra e glória de Deus. Que o povo seja educado a compreender tudo o que isso envolve. Em muitos lugares do mundo nossa igreja tem esse costume. Mas, por outro lado, se a maioria das pessoas ainda não consegue se sentir bem com a presença das palmas no serviço de adoração, não compensa usar ali um elemento que não edificará os crentes. Nem tudo o que é lícito é conveniente (1Coríntios 6:12; 10:23), pois o objetivo de uma reunião de crentes é adorar, e não escandalizar. Todavia não podemos olvidar o fato de que muitas de nossas igrejas perdem muito, por não conseguirem alcançar, viver e praticar esse equilíbrio necessário no louvor. “Assim, quer vocês comam, bebam ou façam qualquer outra coisa [batam palmas ou deixem de bater], façam tudo para a glória de Deus” – 1Coríntios 10:31.

Um abraço,

Pr. Valdeci Jr.

Fonte: União Adventista

quinta-feira, 5 de março de 2009

Desligue o seu celular na hora do culto

Encontrei esse vídeo no youtube e o achei muito interessante, por isso estou postando ele aqui.

quarta-feira, 24 de dezembro de 2008

Jesus ia à igreja?

Que dia feliz é o sábado! Acordar cedo, tomar o desjejum, escovar os dentes e colocar a melhor roupa, pois vamos à casa do Senhor. Ah, e não podemos esquecer a Lição da Escola Sabatina e a Bíblia.

O prédio que hoje chamamos de igreja era chamado de templo nos dias de Jesus. Os evangelhos mostram muitas coisas que aconteceram no templo durante o ministério do Filho de Deus. Ali o Salvador ensinou as pessoas a obedecerem ao Pai Celestial e ainda realizou muitas curas à vista de todos. Certo dia, Jesus foi obrigado a ser duro com os comerciantes que estavam desrespeitando a casa de Deus. Pegou um chicote e colocou todos para correr.

Mas Jesus também gostava de ir ao templo para orar e adorar a Deus. Aquele era realmente um lugar muito bonito. Um imenso pátio recebia todas as pessoas para a adoração e, diferente de hoje, elas levavam animais para serem sacrificados. É que antes da morte de Jesus o cordeirinho morto fazia o povo pensar no sacrifício do Filho de Deus. Hoje, não precisamos mais sacrificar cordeirinhos; Jesus já morreu e ressuscitou. Nosso sacrifício é diferente. É um sacrifício do coração.

Nas laterais havia muitas salas com banheiras enormes onde o povo se banhava para purificar-se antes de pisar no pátio. Ao centro, ficava um edifício elevado onde só os sacerdotes podiam entrar. Era o santuário. Ali manifestava-se a presença visível de Deus.

Dentro dele havia duas grandes salas: o lugar santo, onde todos os dias os sacerdotes realizavam um ritual sagrado; e o lugar santíssimo, onde apenas o sumo sacerdote entrava uma vez por ano para pedir perdão pelos pecados de todos. Se alguém entrasse ali de maneira desrespeitosa, era exterminado na hora pela grandeza da glória de Deus.

Hoje o templo de Jerusalém não existe mais. Ele foi destruído pelo exército de Roma há muitos anos. Mas temos a igreja. E, além dela, temos nosso corpo que também é templo do Espírito Santo de Deus.

Rodrigo Silva é professor de Novo Testamento no Centro Universitário Adventista e especialista em Arqueologia.

sexta-feira, 19 de dezembro de 2008

O Adventista e o natal: Como comemorar esta data?

O significado do Natal atualmente está mais fundamentado em misticismo e oportunidades de lucros. Árvores de natal, anjinhos (não existem anjinhos), papai noel, girlandas, sinos, velas, gulodices e bebedices são dentre muitas os símbolos do natal.


Numa propaganda de perfume foi afirmado: “a essência do natal é o perfume, mas não se esqueça de rezar.”

Os valores estão invertidos, e está na cara que o que mais interessa no natal para a maioria são os prazeres resultantes do dinheiro.

Entre as crianças e adolescentes, para não dizer os adultos, a questão é: o que você vai ganhar de Natal? Daí entra o papai Noel (e hoje até a mamãe Noel). Cartinhas são escritas e o pai esconde o presente no dia de natal.

Os presentes não são ruins, mas a mentira que às vezes envolve o natal. Um dia a criança cresce e descobre que papai Noel não existe, e tudo foi fantasia, até o Deus que lhe foi ensinado, pode concluir uma criança mal orientada!

Como comemorar o natal corretamente? Qual o real significado do natal para os cristãos? Por que 25 de dezembro? Papai noel? Presentes?

I – 25 de dezembro

A verdade é que não sabemos o dia do nascimento de Jesus, mas sabemos que não é dia 25.


Segundo o texto de Mateus 2:1, Jesus nasceu antes da morte de Herodes. De acordo com os historiadores, Ele deve ter nascido nos primeiros meses do ano. É interessante que os cristãos que viveram perto da era apostólica comemoravam “ora dia 6 de janeiro, ora 25 de março” (Enciclopédia Barsa).


II – Por que 25 de Dezembro?

Essa data foi fixada no ano 440, mas o primeiro natal foi em 325, em Roma.

O objetivo era “cristianizar grandes festas pagãs realizadas neste dia: a festa mitraica (religião persa que rivalizava com o cristianismo nos primeiros séculos); que celebrava o natalis invicti solis (nascimento vitorioso do sol)”. (Enciclopédia Barsa).

25 de dezembro é o dia do nascimento do deus Sol, deus do mitraísmo.


Qual deve ser a nossa posição sobre essas coisas sabendo de sua origem?

1- Moderação: Nem condenar por completo os festejos natalinos, mas também não fazer deles a ênfase do Natal.

2- Não colocar os presentes e as comidas como o fator principal, e sim ofertar recursos para a causa de Deus.

3 – Cuidado com o consumismo: temos facilidade para gastar 50, 100, 1000 reais com presentes e festas, de acordo com as posses de cada um, mas quanto você vai ofertar para Deus?

4 – Nunca mentir sobre Papai Noel, mas focalizar a bondade e o amor cristão.

Conselhos de E.G. W:

5 – Não devemos condenar a árvore de natal em si, mas usar os aparatos natalinos voltados a uma boa causa: Ex. colocar uma oferta especial na árvore de Natal; fazer uma limpeza no guarda-roupas para doar aos pobres.

O Lar Adventista, pág. 482: “Árvore de Natal com Ofertas Missionárias não é Pecado. Não devem os pais adotar a posição de que uma árvore de Natal posta na igreja para alegrar os alunos da Escola Sabatina seja pecado, pois pode ela ser uma grande bênção. Ponde-lhes diante do espírito objetos benevolentes.”

6- Promover união familiar, irmãos na fé, e focalizar a Cristo.

7- Usar o contexto do Natal para pregar a Cristo e fazer boas obras.

Fonte: Nisto Cremos

domingo, 24 de agosto de 2008

Invista no que permanece

A ordem foi clara: Construa o maior barco já feito por mãos humanas

Não havia espaço para dúvidas na mente de Noé, se Deus disse, assim aconteceria. Pensa comigo agora. De quanto Noé necessitaria para essa construção ? Tábuas, pregos, betume, etc.... estamos falando de MUITO dinheiro !!! Deus não fez chover sacolas de dinheiro no terreno de Noé, não nasceu nenhuma “plantação de dinheiro” em sua horta.

Me permita imaginar que Noé gastou suas reservas na compra dos materiais mas foi pouco, vendeu quem sabe sua maior fazenda e.... foi pouco. Colocou a casa de praia à venda, os carros, a mobília cara, desfez-se de muitas coisas que acompanharam sua família por muitos de anos. De certo que os amigos consideravam uma verdadeira loucura desfazer-se dos bens da família, de poses que eram cobiçadas por todos.

Sabe AMIGOS, Noé investiu na única coisa que iria flutuar ! Uma casa com 10 quartos, um bosque na parte de trás, churrasqueira, garagem para 04 carros, piscina com queda de água natural pra que ? Iria ficar irremediavelmente submerso. De que adiantaria tudo isso a 100 metros de profundidade quando as águas viessem ?


Creio que neste dia Deus quer dizer a mim e à você, que precisamos investir no que irá “flutuar” no futuro. Pra que manter alguns relacionamentos se na volta de Jesus eles se desfarão ? Pra que consumir todo o nosso tempo em projetos que serão submersos um dia ? Pra que nos deixar vencer pela ansiedade e preocupação por algo que não existirá em um futuro próximo ?

Tudo o que nossas mãos conseguirem produzir sem a presença de Cristo será desfeito um dia, pense nisso !!!

É necessário desfazer-se de coisas que “afundam”... pode ser uma música, um sentimento, você tem carregado coisas que te impedem de flutuar ? Alguém talvez tenha perguntado a Noé... esse barco não tem velas, não tem leme.... Você irá pra onde ? É seguro ?

Ao acreditarmos nos planos de Deus, por mais improváveis que pareçam, seremos conduzidos para onde o Senhor quer.... na segurança de seus braços de amor.

quarta-feira, 16 de julho de 2008

Sinta-se útil: Exemplo de vida

O vídeo que você vai ver abaixo é um exemplo de vida para qualquer pessoa. É a história de uma jovem menina que aproveitou ao máximo seu pouco tempo de vida. Assista:

sexta-feira, 16 de novembro de 2007

Descanso Para O Coração!

Olhando o sol se pôr no horizonte distante
Contemplo o cenário ao suspirar profundamente
Sentimento sublime invade o meu viver
Alegria emocionante ao ver o céu escurecer

Fecho os olhos e agradeço a Deus
Por criar o Sábado como um dia Seu e meu
Nosso encontro mais íntimo coroando a semana
Um tempo de comunhãoDescanso para o coração

Eu ouço a brisa
Reconheço a voz de Deus
Como é bom poder parar e refletir olhando o céu
Penso na semana, esboço um sorriso
Mesmo nas lutas, Ele esteve comigo!

Fecho os olhos e agradeço a Deus
Por criar o Sábado como um dia Seu e meu
Nosso encontro mais íntimo coroando a semana
Um tempo de comunhão
Descanso para o coração

Penso no carinho de Deus,
Vendo uma estrela brilhar
Ao separar esse dia só para me encontrar

Fecho os olhos e agradeço a Deus
Por criar o Sábado como um dia Seu e meu
Nosso encontro mais íntimo coroando a semana
Um tempo de comunhão
Descanso para o coração

Descanso para o coração

Feliz Sábado!!!

quinta-feira, 15 de novembro de 2007

Que tipo de Adventista você é?

É uma brincadeira, mas vale a pena ler:
ADVENTISTA DO SÉTIMO DÍGITO Acredita que seu único papel na Igreja é devolver o dízimo e doar ofertas. Isso já garante sua prosperidade e salvação.
ADVENTISTA PENTECOSTAL Vive comparando a Igreja Adventista com outras denominações, sempre achando que as outras são mais animadas, ungidas, fervorosas e "quentes". Seu maior sonho é falar "em línguas".
ADVENTISTA CARDIOLÓGICO Não faz qualquer esforço para mudar seu estilo de vida, pois botou na cabeça que "Jesus só quer o coração". Não se preocupa com o testemunho no vestuário, divertimentos, amizades, linguagem, etc.
ADVENTISTA 02 DE NOVEMBRO Morre de medo de alma penada e de macumba.
ADVENTISTA BEATO Acredita que fazendo alguma "penitência" vai chamar a atenção de Deus para si.
ADVENTISTA ATEU Não crê que a fé é uma ferramenta poderosa, capaz de realizar coisas impossíveis.
ADVENTISTA DA NOVA ERA Está sempre atrás de terapias naturais que tragam paz de espírito e cura da alma (iridologia, homeopatia, yoga, etc.)
ADVENTISTA XIITA Acredita que devemos sempre que preciso usar a força na evangelização, obrigando todos a aceitarem nossas doutrinas, custe o que custar. E todos os que se opuserem, serão tratados como inimigos mortais.
ADVENTISTA SURFISTA Está sempre navegando nas ondas dos modismos que surgem no meio evangélico ("amado", "abençoado", "está repreendido", "oh glória", "amém, igreja?", "determinar a bênção", etc.)
ADVENTISTA FARISEU Passa todo tempo olhando os defeitos dos outros, e esquece que ele próprio não passa de um "sepulcro caiado".
ADVENTISTA(S) PONTO CÃO (quem lê entenda)
Tem síndrome de conspiração e não acredita em nada que os pastores ensinem. Acham que os líderes só querem saber de ganhar dinheiro.
ADVENTISTA CIGARRA Fica todo tempo de braços cruzados, enquanto os outros fazem todo o trabalho, e ainda zomba das "formigas" que estão empenhadas na obra de Deus.
ADVENTISTA "TÔ NEM AI" Está sempre "lavando as mãos" e dizendo: "Eu não fui escolhido para nenhum cargo, então não tenho nada a ver com isso. Não contem comigo".
ADVENTISTA EM GREVE Chega em outubro e diz "não quero cargos. Vou dar um tempo para minha vida espiritual, sem me preocupar com compromissos com alguma função". Às vezes tem muito talento, mas não os emprega na Obra de Deus. Está "dando um tempo".
ADVENTISTA NO SÉTIMO DIA O único momento que dedica para a religião é a manhã do sábado, mesmo assim friamente. Nunca vem na quarta-feira porque está muito "cansado". Na verdade, não quer perder a novela ou o futebol.
ADVENTISTA DO SÉTIMO DIA É aquele que realmente vive o estilo de vida ensinado pela Bíblia e Espírito de Profecia. Procura sempre fazer sua parte na obra da Igreja, sem parar para criticar ou culpar os outros. Estuda a Bíblia e a Lição da Escola Sabatina, e está envolvido no trabalho missionário e demais programas da Igreja. É fiel nos dízimos e tem seu pacto de ofertas. Esse sim, pode encher o peito e dizer com orgulho santo: "Sou Adventista do Sétimo Dia", assim como Jesus também era.

segunda-feira, 12 de novembro de 2007

O Cristão e o Vinho

por Pr. Wallace Barreto Esterci
A posição de nossa Igreja com relação ao uso de bebidas alcoólicas sempre tem sido o de reconhecer que as mesmas são debilitadoras para o corpo e a mente, e portanto, não devem ser usadas, independente da ocasião e do teor alcoólico da bebida.

O uso do vinho na Bíblia tem sido motivo de muitas discórdias por parte de vários estudiosos.

É certo que a palavra “vinho” na Bíblia é a tradução tanto para a bebida fermentada, quanto para a não fermentada. Certo também é que precisamos reconhecer a diferença entre essas bebidas. Se não fizermos uma distinção, a Bíblia se tornaria confusa e contraditória, pois como entender a proibição do vinho (Pv. 23:29 a 32) ao mesmo tempo em que ele é aconselhado em outra parte (I Tm. 5:23)? Como entender as proibições para os nazireus e sacerdotes (Nm. 6:2,3; Lv. 10:9) ao mesmo tempo em que o “puro sangue das uvas” é considerado “benção” (Dt. 32:14)?

Por crermos no Espírito de Profecia, Ellen White nos ajuda a esclarecer essa distinção, diz ela: “Foi Cristo que deu instruções para que João Batista não bebesse vinho nem bebida forte. Fora Ele que dera a mesma prescrição à mulher de Manué. E proferiu uma maldição sobre o homem que chegasse a taça aos lábios do próximo. Cristo não contradiz seus ensinos. O vinho não fermentado que proveu para os convidados das bodas, era uma bebida sã e refrigerante. Seu efeito havia de por o gosto em harmonia com um apetite são”. – O DTN, 106.

Alguns segmentos religiosos chegam a usar vinho alcoólico até em suas cerimônias de Santa Ceia, mas o vinho ali usado por Jesus era o puro suco de uva porque Ele a tomou na época da Páscoa e durante a mesma toda levedura era proibida em qualquer lar judeu (Ex. 12:15). Jesus se referiu aquele vinho como “fruto da videira”. Até o pão era asmo!

“O estudo dos vinhos da Bíblia revela o fato que para toda boa coisa feita por Deus, inventou Satanás uma contrafação. Deus outorgou ao homem o puro suco de uva, para seu deleite e benefício. Proveu-o como símbolo do sangue derramado de Cristo em nosso favor”. – CD, 127.

Pense nisso!

domingo, 11 de novembro de 2007

Deus usa a internet?

“...por amor do Teu nome, guia-me e encaminha-me.” Salmos 31:3

Há algum tempo atrás, batendo papo numa sala adventista da Internet, conheci uma irmã americana casada com um brasileiro. Ela tem um sobrinho que mora no Brasil e contou-me que ele estudava inglês e que seria bom que eu conversasse com ele, já que sou professora desta língua. Ela, assim, apresentou-me a ele. Seu nome é Natanael. Após algum tempo que conversávamos, o jovem perguntou-me se eu conhecia a música Minha Recompensa, que aparece nos CDs com autor desconhecido. Eu respondi que sim. Ele então me contou uma história interessante que gostaria de resumir e depois aplicar a esta reflexão.
Na verdade a música que aparece com autor desconhecido tem um autor: o pai deste jovem. Ele a havia escrito juntamente com um colega quando serviram o exército. Lá enfrentaram muitas provações e um dia sentaram-se para compor a música, que é um belo hino de louvor a Deus. Até aqui tudo parecia relativamente normal a não ser o fato de que a música já não era mais de autor desconhecido. Foi então que ele me disse algo que me intrigou ainda mais. Os dois amigos que haviam composto a música se separaram e perderam contato. Isto já fazia muitos anos. Acontece que o Cleber Reis havia me dito que tinha viajado para um congresso no Chile e que no ônibus tinha conhecido uma jovem de Brasília que conhecia o compositor da música Minha Recompensa. Quem você acha que era o compositor que ela conhecia? Isso mesmo: o amigo do pai do Natanael. Você percebe como os quadros desta história foram se encaixando? Quem diria que num ônibus de um congresso no Chile o Cleber iria conhecer uma jovem que conhecia um dos compositores da música e que em um site da Internet eu conheceria a tia do jovem que é filho do outro compositor? Somente Deus!!! Para nossa felicidade, e principalmente dos dois amigos, a jovem que o Cleber conhecera no ônibus havia deixado contato com ele e foi assim que conseguimos passar ao pai do Natanael o endereço eletrônico de seu companheiro. Esse acontecimento me deixou muito feliz por ter podido colaborar para o reencontro de dois amigos e irmãos em Cristo. Deus usou a Internet, assim como Ele usa a televisão, o rádio e outros meios de comunicação para cumprir Seus propósitos. Sabemos que estes meios de comunicação podem ser usados negativamente, mas não quero aqui me demorar sobre este aspecto, e sim realçar o que muitos já perceberam: A Internet pode ser um útil instrumento usado por Deus através de nós. Ela pode ir, assim como a televisão e o rádio, onde muitos não conseguiriam sequer imaginar em chegar. Que nós possamos aproveitar o tempo que passamos na rede para fazer boas amizades e sempre que possível permitir que o Santo Espírito nos guie não só para promover a união entre as pessoas, mas também entre elas e nosso querido e amado Deus.

Por Maria Cristina
reiscrismg@hotmail.com

sábado, 10 de novembro de 2007

"Não piratearás"

O artigo abaixo foi publicado na Revista Kerigma e aborda um tema muito atual, e que acontece dentro de nossas igrejas também, a pirataria.

Uma reflexão sobre as implicações éticas da pirataria atual
Por Rodrigo Galiza *

Os piratas eram ladrões dos mares que tinham “coragem, crueldade, sede de poder, persistência e resistência”.1 Eles eram contratados pelos reis para roubar as cargas de navios de outros países. O auge de suas façanhas aconteceu no século XVIII. Os mais famosos eram da Inglaterra, como Francis Draker e o capitão Edward Teach, conhecido como Barba Negra. O dicionário Houaiss define pirata, além de aventureiro marítimo, como aquele “que se apossa, ilegalmente e pela força dos bens de outrem; bandido, ladrão.”2

Hoje não existem mais piratas nos moldes do século XVIII, com seus navios e espadas de guerra. Atualmente, essa expressão tem sido usada para caracterizar dentre outras coisas, àquele “que não respeita os direitos de autoria ou de reprodução que vigoram sobre determinadas obras ou produtos (literários, musicais, de informática, etc.), seja produzindo, ou utilizando cópias ilegais dessas obras ou produtos.” 3

Os piratas contemporâneos4 não pagam impostos por seus produtos fabricados e comercializados. Com isso, os produtores originais e legais, tendem a vender seus produtos com preços mais elevados. O resultado é lógico: vendas caem, produção diminui, faturamento declina e o número de desempregados aumenta.5 Por ser ilegal, o governo também não recolhe os tributos que são obrigatórios por lei, resultando em menos investimento para a população.

Além disso, são infringidos os direitos autorais garantidos legalmente. As perdas de direitos autorais, só nos Estados Unidos, chegaram a quase 771 milhões de dólares em 2002.6 Os falsários estão normalmente ligados a organizações criminosas internacionais.7 Por isso, de acordo com esse último dado, o dinheiro ganho com a pirataria acaba, em sua maioria, nas mãos de grandes criminosos.

“Não piratearás”?

De acordo com um site evangélico e testemunho pessoal, a pirataria tem penetrado nas igrejas cristãs8, inclusive na Igreja Adventista do Sétimo Dia. Será que a pirataria quebra algum princípio cristão?

A lei de Deus foi dada no monte Sinai a Moisés, mas seus princípios “existiam antes da criação do homem”9, e por isso devem ser guardados (Sl19:11; Jo 14:15; I Jo 2:4,5; 5:2,3, dentre outros). De acordo com Michael Horton, “os dez mandamentos enfatizam o que cada um de nós deve ao seu próximo, não o que cada um de nós tem o direito de esperar dele.”10 (grifo nosso) O espírito da lei de Deus tem como princípio olhar o bem do próximo e não só o direito individual.11

Com esse pensamento, Horton argumenta que o oitavo mandamento “requer de nós o respeito pelo direito do próximo à propriedade privada.”12 Pois não haveria roubo sem que existisse o direito da posse que Deus outorga a cada pessoa.13 Sabendo pois, que todas as coisas pertencem a Deus e Dele recebemos tudo (Sl 24:1; Ag 2:8), roubar seria, em última instância, um pecado não só contra o homem (a imagem de Deus), mas contra o próprio Deus14.

Mas será que a pirataria é um roubo? Quando esse mandamento é violado? Alguns princípios estão por trás desse mandamento tão pequeno. Primeiramente, os piratas “não tem o menor respeito pela propriedade alheia”, por não estarem respeitando o direito do próximo, além de estarem “lesando aqueles que se sacrificam para realizar seus trabalhos.”15 A Bíblia afirma que os trabalhadores são dignos de seu salário (Lc 10:7, I Tm 5:18).

Ellen G. White, comentando esse mandamento, diz que através deste princípio, Deus “exige estrita integridade nos mínimos detalhes dos negócios da vida.” Ademais, ela argumenta que “o oitavo mandamento (...) proíbe toda espécie de desonestidade, injustiça ou fraude, embora dominantes, embora dissimuladas por pretextos plausíveis.” E mais: “a Bíblia condena toda espécie de desonestidade e requer o reto procedimento sob todas as circunstâncias.”16

Horton apresenta a mesma posição de Ellen G. White. Ele diz que, embora, recebamos apenas “o pão nosso de cada dia”, Deus nos deu mais do que merecemos, e por isso “violar o direito do nosso próximo à privacidade e à propriedade é roubar não apenas ao próximo mais a Deus de quem são essas dádivas.”17

O professor de ética do curso de Teologia do Unasp, Dr. José Miranda Rocha, sustenta que há duas “formas de suprimir o direito de propriedade: (1) prevista na Bíblia: medidas desonestas (Am 8:4-5; Pv 20:10; Dt 25:13-16) e fraude de impostos (Mt 22:21; Rm 13:7); (2) Não previstas na Bíblia: furto de direitos autorais de publicações, músicas, gravações, voz, imagem, etc.”18

Comparando o que é a pirataria atual com esses princípios morais, pode-se notar que é possível ler na essência do oitavo mandamento: “não piratearás”.


Obediência aos governos terrenos

Outro princípio envolvido na questão dos direitos autorais é a submissão aos governos temporais. Algumas passagens da Bíblia (Rm 13:1-3; Tt 3:1-5) mostram que devemos obedecer às autoridades governamentais por serem elas instituídas por Deus.

No caso do Brasil, a Carta Magna que rege a nação é a Constituição Federal, promulgada em 1988. Nela, há uma seção sobre Direitos e Garantias Fundamentais. Em seu artigo 5º § 27 diz: “aos autores pertence o direito exclusivo de utilização, publicação ou reprodução de suas obras, transmissível aos herdeiros pelo tempo que a lei fixar”.19 De acordo com B.S. Araújo,

Os direitos autorais estão garantidos na Lei nº. 9.610 de 19 de fevereiro de 1998 que atualiza e consolida tais direitos no art. 5º § 7, art. 7º § 5, art. 9º, art. 28º, art. 29º, art. 87º e art. 93º. O não cumprimento da Lei é um total desrespeito não só ao proprietário da obra gravada como também as autoridades constituídas.

A lei é clara quanto a classificar a pirataria como um ato criminoso e ilegal. Será que estaria correto, como cristãos que foram ordenados pelo próprio Jesus a obedecerem aos governos terrestres (Mt.22:21), quebrar a lei fazendo cópias ilícitas?

Justiça social de Robin Hood

Apesar das evidências bíblicas e éticas, existem alguns ainda, por ignorância ou obstinação, que tentam desculpar a pirataria. A lógica dessa posição está no pressuposto de que é lícito roubar do rico para dar ao pobre. Haja vista que a maioria da população não tem poder aquisitivo para comprar os produtos originais.20 Portanto, estes argumentam que é justo adquirir algo, ainda que ilegalmente, mas moralmente correto. Outros usam a “filosofia” de Robin Hood comparando a injustiça dos preços das mercadorias (que em sua maioria possuem realmente um preço injusto) com a situação de várias pessoas desempregadas. Concluem que como o erro é cometido pelos produtores, os consumidores podem (e até para alguns, possuem o direito de) cometer uma ilegalidade moralmente correta.21

O articulista Ethevaldo Siqueira do jornal O Estado de São Paulo reage a esse pensamento:

O raciocínio final é aterrador, como a justiça social de Robin Hood. Mas tem sua lógica. Mostra, no entanto, a aceitação crescente da tese de que a pirataria se torna a única saída para os milhões de excluídos. Com isso, justificam o assalto generalizado à propriedade intelectual.22


Para Michael Horton, a ênfase dos mandamentos de Deus “recai nas responsabilidades no lugar da obsessão moderna sobre os direitos.”23 (grifo nosso). Horton acrescenta que: "Deus requer de nós: que cumpramos nossas obrigações, sejamos fiéis aos nossos contratos, paguemos nossos débitos e honremos nossa palavra. Qualquer coisa aquém disso é fraude, indiferentemente do quanto pensamos que a outra parte “merece” o que devemos".24

Conclusão

Piratas são ladrões, e aqueles que roubam não respeitam ao seu próximo nem a Deus, que deu o direito de posse a todos os seres humanos. Fazer cópias ilícitas traz inúmeros prejuízos a muitas pessoas, além de ser uma violação das leis humanas e divinas. Um dos argumentos usados pelos piratas, a chamada justiça social de Robin Hood, não possui apoio bíblico. Tendo em vista que, para os cristãos, os princípios não mudam mesmo quando quebrados, e que não é justificável fazer o ilícito, ainda que esse tenha uma boa aparência.

Notas
1 http://www.popa.com.br/docs/livros/rb/piratas.htm acessado em 10/05/05
2 HOUAISS, Antônio. VILLAR, Mauro de Sales. Dicionário Houaiss da língua portuguesa. Rio de Janeiro: Objetiva, 2001.
3 http://www.vivos.com.br/151.htm acessado em 10/05/05
4 a partir de agora a expressão pirata aplica-se somente ao conceito mais recente
5 Revista Exame de 29 de outubro de 2003. Artigo “A cópia que mata” por Cristiane Correa e Sérgio Teixeira Jr. p. 42-52. Editora Abril.
6 Idem. p. 43
7 Idem.
8 http://www.vivos.com.br/151.htm acessado em 10/05/05
9 WHITE, Ellen G. Mensagens escolhidas vol. 1. Santo André, SP: Casa Publicadora Brasileira, 1985. p. 230
10 HORTON, Michael. A Lei da perfeita liberdade – A ética bíblica a partir dos dez mandamentos. São Paulo: Editora Cultura Cristã, 2000. p.169
11 WHITE. Desejado de todas as nações. Tatuí, SP: Casa Publicadora Brasileira, 2000. p.20, 21. idem. Educação. Tatuí, SP: Casa Publicadora Brasileira, 1997. p.76 e 77. idem. Maior Discurso de Cristo. Tatuí,SP: Casa Publicadora Brasileira, 1999. p.46.
12 HORTON, Michael. A Lei da perfeita liberdade – A ética bíblica a partir dos dez mandamentos. São Paulo: Editora Cultura Cristã, 2000. p.170
13 Idem.
14 Idem. 173
15 http://www.vivos.com.br/151.htm acessado em 10/05/05
16 WHITE. Filhos e filhas de Deus. Tatuí, SP: Casa Publicadora Brasileira, 2005. p. 63.
17 HORTON, Michael. A Lei da perfeita liberdade – A ética bíblica a partir dos dez mandamentos. São Paulo: Editora Cultura Cristã, 2000. p.173
18 José Miranda Rocha. Apostila de Ética do SALT fev. 2005.
19 MORAES, Alexandre de (organizador). Constituição da república federativa do Brasil - de 5 de outubro de 1988. São Paulo: Editora Atlas S.A., 2002.
20 Revista Exame de 29 de outubro de 2003. Artigo “A cópia que mata” por Cristiane Correa e Sérgio Teixeira Jr. p. 42-52. Editora Abril. p.46.
21 http://www.estadao.com.br/tecnologia/coluna/ethevaldo/2004/ago/25/134.htm acessado em 10/05/05
22 Idem.
23 HORTON, Michael. A Lei da perfeita liberdade – A ética bíblica a partir dos dez mandamentos. São Paulo: Editora Cultura Cristã, 2000. p.169
24 Idem. p.179

*aluno de Teologia e Jornalismo do Unasp, Campus Engenheiro Coelho, SP.